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Sou Mais do que o Sexo e o Gênero que Eu Expresso


Sou Mais do que o Sexo e o Gênero que Eu Expresso

Ultimamente está fazendo um calor acima da média aqui em Salvador. Mal saio de uma chuveirada fria, me movimento um pouquinho e já estou novamente com muito calor. Minha vontade é de ficar, pelo menos, sem camisa dentro de casa.


Aí me deparo com a limitação de ser mulher, cujo senso comum, regras morais etc se estabeleceu que mostrar os seios femininos é um atentado ao pudor. Eu não posso fazer isso nem na minha própria casa com as janelas abertas, pois os vizinhos podem me ver. 


Nessa simples situação cotidiana, é possível perceber como a mulher ainda está em desvantagem, precisando se adequar a certas regras que são normatizadas no nosso mundo contemporâneo. 


Reconheço que muita coisa mudou, mesmo a custo de resistência, mortes e muito caos. Sou grata às mulheres que vieram antes de mim e que abriram caminhos para consolidar vários direitos femininos. 


Além do meu sexo biológico, ser mulher é, acima de tudo, uma escolha minha, mesmo sabendo, em um nível inconsciente, que teria que me adequar a várias situações (e olha que estou falando em uma posição de mulher considerada privilegiada!). 


O mundo está passando por mudanças sem precedentes e todo o caos é também uma forma de reajuste. As identidades de gênero e seus papéis sociais estão mudando, ao passo em que a espécie humana, como um todo, se transforma em uma nova configuração. 


Por isso, para mim, a forma mais fácil de lidar com o mundo hoje é estar consciente de ir além das condições que me são impostas. Eu sou uma mulher cis, mas também sou mais do que o sexo e gênero que eu expresso. Eu sou um Ser, com energias masculina e feminina.


Portanto, na medida do possível, vou transpondo os aspectos sociais, permitindo me expressar além deles. Dessa forma, me oportunizo a ampliar minha perspectiva em relação ao mundo, construindo novos significados de ser e de estar.



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