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O Corpo Fala (Mas precisamos saber escutá-lo)


O corpo fala, mas precisamos saber escutá-lo. 

Um dos primeiros conhecimentos que tive sobre a saúde integrativa foi através do livro O Corpo Fala, de Pierre Weil. 


Esse livro aborda que, pela linguagem do corpo, dizemos muitas coisas aos outros. E eles têm muitas coisas a dizer para nós. Nosso corpo é, antes de tudo, um centro de informações para nós mesm@s. 


Mas, se não nos conhecemos, essa comunicação provavelmente não se fará clara. 


O corpo fala, mas precisamos saber escutá-lo. 


E escutar é diferente de ouvir.  


Ouvir é um processo mecânico referente ao sentido da audição. Já escutar é um ato que depende da nossa escolha em prestar atenção, de compreender o que está sendo dito, refletir, e, depois de assimilado o conteúdo, fazer ou não uma ação. 


Muitos dos sinais e sintomas que sentimos podem ter a sua origem na falta de autopercepção, por não priorizar o cuidado com o próprio corpo. 


O mundo está cada vez mais barulhento, pedindo que a gente desempenhe inúmeras atividades que exigem muito do nosso tempo. Com todas essas exigências, muitas vezes, é desafiante dar atenção ao corpo da forma como ele merece.  


Mas também é possível encontrar um tempinho para ouvir o corpo, antes que ele precise gritar, ao invés de apenas falar.  


É como diz Edgar Morin: ao sacrificar o essencial pelo que é urgente, acabamos por esquecer (ou não escutar) a urgência do essencial. 


O autoconhecimento possibilita escutar nosso próprio corpo, antes mesmo que ele “grite” por socorro na tentativa de se reequilibrar. 


Através de práticas integrativas de autoconhecimento, como por exemplo a Respiração Consciente, é possível experimentar uma autopercepção mais sutil para que possamos nos escutar e, assim, ampliar os demais sentidos.  


Dessa forma, podemos ter um novo olhar sobre nós mesm@s, nos ressignificando e nos expressando como um Todo e integralmente. 



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