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Longevidade não significa ter que aparentar ser jovem


Longevidade não significa ter que aparentar ser jovem.

O adulto e o idoso de 20 anos atrás tinham uma aparência muito diferente dos de hoje. Essa mudança se deu por vários fatores: culturais, sociais, econômicos, tecnológicos.  


A expectativa de vida aumentou na maior parte do mundo. E a longevidade passou a ser um objetivo de vida pessoal e profissional.   


A longevidade é pauta valorizada nos consultórios, na mídia, nas redes sociais... E, ao ser motivada pelas crenças do senso comum, também se tornou sinônimo de jovialidade.  


É admirável ver um idoso atualmente cheio de habilidade, desempenhando funções que antes não eram concebidas na sua idade.  


Mas para ter longevidade não significa ter que aparentar ser jovem. As ideias que valorizam o padrão de beleza vigente, muitas vezes, dão desculpas de que o esforço para ser belo é mais por causa da saúde e, consequentemente, da longevidade. Porém acaba confundindo longevidade com jovialidade.  


O que pode ser preocupante é o fato de que um adulto e um idoso que não tenham uma aparência e disposição jovens não sejam considerados aptos a ter longevidade.  


Dias desses recebi um vídeo de um idoso fazendo movimentos avançados de ioga e todos o admiraram. Realmente, é uma prática excepcional. Mas quantos idosos (ou até mesmo jovens) conseguem desempenhar tais movimentos?   


Não é necessário fazer grandes feitos para expressar a longevidade. Não é preciso ceder à pressão de buscar certa aparência para mostrar que está saudável e apto a ter uma vida longeva.  


Se for preciso ser assim, a fase adulta e o terço final da vida vão passar a ser alvos (se não é que já são) de uma consciência que valoriza mais a aparência do que a saúde em si. E a longevidade passa a ter outro sentido, que não é bem ter vida longa com qualidade. 



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