A Beleza Profunda e Indefinida


Vivemos em um momento histórico no qual é necessário pensar em mudança, adaptação, inovação e transformação, trazendo a possibilidade de sermos melhores para nós mesmxs, para o outro e para o mundo.


Mas refletir sobre a própria vida, ter esse tempo disponível para si não é algo “confortável” para muitos, uma vez que pode conduzir a uma autopercepção, que é a capacidade do indivíduo de reconhecer e interpretar os sinais corporais, conscientes de suas emoções e pensamentos. Talvez a indisposição para a reflexão nessa fase de isolamento social advenha do fato de que não fomos educados a pensar sobre quem somos.


Do mesmo modo, pela pressão cultural em ser jovem e magro, muitas pessoas não foram habituadas a se enxergar diante do espelho sem se criticar. Envelhecer tornou-se algo a ser combatido e temido, sendo preciso lutar para esconder as marcas do tempo.


Mas o corpo envelhece não apenas por meio do seu funcionamento ou mudanças na sua aparência estética, mas pelo modo como o percebemos e como vivenciamos esse envelhecimento.


Momentos como este no qual vivemos nos oferecem a oportunidade de desenvolvermos nossa consciência pessoal e corporal. Isso nos leva à consciência sobre nós mesmxs e nos engaja numa reorganização da nossa autoimagem, nos levando a questionar nossos pontos de vista fundamentais. Assim, revisamos nossas crenças e experimentamos novas percepções para que possamos experimentar a beleza profunda e indefinida de viver e conviver bem conosco mesmxs.



Referências:


DE CARVALHO, Fernanda Antoniolo Hammes. Isolamento social, autorreorganização e estilos emocionais de cada um em tempos de pandemia COVID-19. 1º REFLETE IFRS Textos selecionados, p. 35, 2020.


Corpo e Envelhecimento: os Sinais Estéticos e Funcionais na Meia-Idade. Assunção & Caminha, editora Appris, fevereiro, 2021.



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