Aline Bitencourt

Lembro-me, quando criança, brincando no banheiro de dentista. Tudo bem que também brincava de professora, dando aula a meus bonecos, e de vendedora de loja. Mas, na escola, gostava mais de ciências. E depois me encantei também com o inglês. O fato é que me inclinei para a área da saúde. Porém, concebia esta como a ausência de doença. Sem dúvidas, prevenir e tratar doenças têm seus méritos. Entretanto, promover a saúde não é só isso.

Minhas experiências com a estética ocorreram bem espontaneamente. Gosto dos detalhes, de aperfeiçoar tudo que faço, de dar harmonia estética ao que crio ou organizo. E me vi atuando com estética comigo mesma, me dedicando meio que até "religiosamente" aos cuidados com meu corpo, rosto, cabelo. Gosto de me informar sobre cuidados pessoais e tenho facilidade de compartilhar esses assuntos com as pessoas, que vêm me perguntando dicas, e vou fazendo uma espécie de "consultoria". Costumava fazer as sobrancelhas de amigas quando, na época, nem tinha essa coisa de design. E já maquiei colegas, inclusive para formatura.

Eu me graduei em Odontologia e parece que deixei a estética meio de lado quando entrei no mercado de trabalho. Também já não me preocupava exageradamente com os cuidados com meu corpo (apesar de continuar acreditando na importância de cuidar de si mesmo por dentro e por fora). Mesmo realizando vários procedimentos odontológicos estéticos ao longo da minha profissão, via a estética como algo secundário, até mesmo fútil. E separada do conceito de saúde.

Passei por momentos de grandes transformações internas. Não sei bem quando começou ou como exatamente se deu. E foram tão intensas, que mudaram o rumo da minha vida. Deixei a odontologia por sete anos. E fiz alguns trainings, no Brasil e no exterior, passando a atuar como facilitadora, apresentando workshops voltados ao autoconhecimento. E, através dessas formações, também me tornei tradutora de inglês. Nesse período, fui deixando de ser muito rígida comigo mesma, sobretudo com a estética, e comecei a experimentar o mundo de um novo jeito. 

Voltei a trabalhar como dentista e a estética estava em franca expansão na Odontologia e em várias áreas profissionais. Mesmo se tornando cada vez mais sofisticada tecnologicamente, a estética tomou importância em quase todas as classes sociais. E, nesse movimento ascendente, foi praticamente impossível não me ver atuando com a estética dentro do meu ambiente de trabalho. E trouxe de volta os "aspectos estéticos" que desde cedo eu tinha. Mas estes passaram a atuar de uma maneira diferente, provavelmente porque a "Aline" também estava diferente. Ao experimentar uma nova perspectiva, compreendi que a estética congraça. E congraçar significa atrair boas graças, harmonizar, reconciliar consigo mesmo. Essa é a maneira como vejo a estética hoje e como eu me proponho a atuar.





Assista à entrevista da qual participei na TV Maceió Agora 
com a psicoterapeuta Dra. Lenise Cajueiro.


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