Atuar na Estética é Voltar ao Básico e Ver Além

Vai fazer um ano da pós e muita coisa já mudou. Muitos colegas nos primeiros meses saíram, por achar que o curso não seria tão bom como esperavam. Resolvi continuar, ainda não sabia bem por que. Chegou muita gente nova, reconfigurando a dinâmica da turma. Os mais antigos, todavia, não ficaram como um “grupinho”, mas se mesclaram com os demais. Achei muito interessante o comentário final de uma das professoras que nos ensinou, muito competente, por sinal: essa turma é comprometida, pontual e bem homogênea. Sim, mesmo sendo profissionais de diferentes áreas, todos se entrosam e se dão bem.

Fui transformando minha maneira de ver a estética. Cheguei, no início, achando que procedimentos como preenchedores e intradermoterapia eram os mais promissores. À medida que me aprofundava nas matérias e me capacitava em novos cursos, passei a perceber a importância dos procedimentos minimamente invasivos e como é primordial se atentar ao básico. Nada adianta focar em um tratamento específico, se o todo não está em equilíbrio. 

Em algum momento, ao longo desses meses, também me senti desanimada, como se tivesse ainda muito que aprender. A sensação era que não seria possível acompanhar as novidades que o mundo da estética sempre está trazendo. Precisava fazer alguma coisa, participar de tudo, me preparar, me atualizar mais! Sim, é preciso se atualizar sempre, visto que a estética, assim como toda a ciência, está em constante pesquisa e descoberta. Mas é fundamental voltar à base. Sempre! 

Fui me dando conta de que, mesmo que novas técnicas sejam lançadas, posso ser capaz de compreender e de amenizar ou solucionar as necessidades do paciente, se souber como as células e os tecidos funcionam. Trazendo a Anatomia, a Histologia, a Fisiologia sempre em cada caso clínico. Compreender o que é esperado e estar atenta ao que sai da normalidade fisiológica. Esse “olhar científico” é independente do procedimento. Nenhum curso ou aperfeiçoamento será capaz de dar todo o conhecimento e prática necessários, pois a ciência não tem fórmulas ou receitas que se aplicam a todos os casos e pessoas. Cabe a cada profissional ter esse saber dentro de si, que vai além de técnicas. E está relacionado à sua paixão por estar em serviço, ouvindo, acalmando e também usando sua autoridade científica. 

Hoje mais uma matéria foi concluída e, como sempre, registramos uma foto da turma com a professora. Todos estavam sorrindo de maneira bem expressiva. Não vi os sorrisos como uma dentista comum, que analisa a arcada dentária e sua “estética”. Vi cada sorriso com sua beleza peculiar. E a gente não sorri apenas com a boca, mas com o olhar, a toda face, com a alma. Por isso, me sinto muito grata por fazer parte dessa turma e por estar mudando a minha concepção da Estética Funcional e Bem Estar.

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